A falta de transporte adequado para um paciente da rede pública de saúde em Ibiporã, mais uma vez tem gerado indignação, revolta e críticas a administração municipal, especialmente à Secretaria Municipal de Saúde, campeã em reclamações no município. Relatos recentes apontam para veículos sucateados, alguns encostados no pátio de uma oficina na avenida Paraná e outros no barracão da prefeitura. Embora esta semana foi apresentado com muita pompa a chegada de uma ambulância nova e equipada para emergências, nas redes sociais, há desabafo e reclames pela falta de veículo para atender os chamados serviços TFD - Tratamento Fora do Município.
Ninguém dá uma explicação e fica a dúvida de este tipo de serviço não está atendendo porque o profissional responsável por este tipo de transporte, perde pacientes pelo caminho, como aconteceu em Curitiba, cujo paciente com problemas de esquizofrenia só foi localizado mais de um mês depois, praticamente como indigente em Ponta Grossa gerando desespero para a família.
Fato é, que a falta deste importante serviço, prestado gratuitamente por todas as prefeituras da região pode causar, como neste caso reclamado, restrições no atendimento, forçando munícipes a perderem consultas agendadas, tratamentos contínuos ou a pagarem por transporte próprio. O que não é este caso, até porque, foi oferecido cartão transporte para a cidadã.
Mas fica a pergunta: E daí...será que é simples assim, tome o cartão e se vire?
Será que a senhora Secretária de Saúde Municipal, campeã de reclames da população não tem a sensibilidade (para não dizer competência para administrar a pasta) para entender que um paciente adulto (30 anos) com esquizofrenia em transporte público coletivo apresenta riscos variáveis, dependendo fundamentalmente do nível de estabilidade clínica do paciente, da adesão ao tratamento e do ambiente de transporte (lotação, ruído)?
Porventura não sabe que a esquizofrenia é um transtorno mental crônico que, quando não estabilizado, pode gerar situações de risco já que o paciente fica exposto a sobrecarga sensorial, que pode desencadear crises de ansiedade ou agravamento de alucinações e delírios? Sem falar na segurança pessoal de terceiros. Em casos de surto psicótico, o paciente pode apresentar comportamentos imprevisíveis ou agitação psicomotora, o que representa risco físico em veículos em movimento.
Entenda o caso
O Paciente J.L.D.S, morador de Ibiporã, 30 anos de idade, tinha uma consulta agendada para hoje, dia 12/02 às 07h40 na Clínica Aeromédica Serviços de Saúde, agendada previamente pelo convêncio do município com o SISMEPAR. Embora o exame seja subsidiado pelo município, o transporte deste paciente dado ao seu estado clínico, requeria cuidado. “Onde estão o microônibus, as Vans e Ambulâncias da saúde?”, questiona a mãe do paciente!
“Bonito prá sua cara né prefeito? Enquanto o senhor está aí preocupado com lago, com paver, a gente preocupada com transporte público da prefeitura por precisão, por problemas de saúde...e a gente não ter os nossos direitos. O que valeu de ter votado no senhor para fazer a cagada que está fazendo em Ibiporã”.
E continua o desabafo da mãe nas redes sociais relatando que o filho acaba de sair de um tratamento e acompanhamento pelo CAPS para fazer o exame, e não tem condições de andar sozinho, precisa de acompanhante: “A secretaria não fornece mais o transporte da saúde pública de ibiporã. Isto é uma palhaçada, uma pouca vergonha. A nossa saúde está uma vergonha, um lixo porque o prefeito só pensa em lago. Eu não sou sapo para morar em lago. Eu preciso da saúde pública para meu filho. Até quando vai esta pouca vergonha em Ibiporã? Tome vergonha nessa cara prefeito. Acorda prá vida enquanto é tempo. Nossa saúde está na lata do lixo”, desabafou.
Ainda segundo a mãe do paciente a Secretaria de Saúde por sua vez, teria exigido do paciente um "laudo médico" onde indique as condições clínicas do rapaz e a confirmação de que precisa de transporte especial para fazer os exames. "Isto é um absurdo", finalizou.

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