Um vídeo que virilizou nas redes sociais gravado na última quarta-feira (17) e divulgado ontem sobre um suposto caso de agressão de um monitor a um aluno no Colégio Cívico Militar Olympia Morais Tormenta na zona norte de Londrina, veio a calhar com o assunto que abordamos ontem sobre a questão triste em que se encontra a Educação no Paraná.
Os programas policiais e boa parte da imprensa está abordando o assunto como “agressão” ao adolescente como explorou o Portal g1 da Rede Globo no Paraná (RPC), enquanto que a rede RIC TV, conduziu a notícia com mais cuidado, não tomando partido de nenhum dos lados, dado a interpretação das imagens que circularam pelas redes sociais.
Quem presenciou a confusão, contou à reportagem que o desentendimento começou porque o aluno ao adentrar a escola recusava-se a tirar um boné, o que não é permitido por conta do uniforme que os alunos usam, e a regra serve para todos. Ao ser advertido pelo monitor, o aluno passou a desacatá-lo demonstrando insubordinação ao desafiá-lo a fazer cumprir as normas, deixando de entregar o boné para recebê-lo de volta ao final das aulas.
E não foi o que aconteceu. Diante da insistência do monitor, é possível ver que o aluno parte para cima dele empurrando-o contra a parede e desferindo pontapés até que em dado momento, o monitor apenas esboça uma reação levantando a mão contra o adolescente. O vídeo que não tem áudio não registra a suposta agressão. O que se percebe de fato é uma situação de delinquência, falta de respeito e desacato não só pela autoridade investida no monitor de alunos, como por ser mais velho.
Em resumo, mais um caso onde faltou a educação. Não se sabe de que forma o adolescente foi abordado porém tudo poderia ser resolvido com uma conversa civilizada. Há quem diga que o monitor teria usado de “excesso de autoridade” o que convenhamos faz parte do regime em que o colégio está inserido mas isso passa longe de ser interpretado como agressão.
Não é segredo para ninguém que lidar com a juventude nos dias de hoje é uma tarefa desafiadora para os educandos especialmente quando estes não conheceram a chamada “educação que vem de berço”. São filhos que crescem largado e quando cometem um delito, quando os pais não passam a mão na cabeça, recebem respaldo do ECA- Estatuto da Criança e do Adolescente. E o que temos na sociedade é um exército de delinquentes analfabetos dado a criminalidade. 23% dos jovens brasileiros na periferia, morrem antes de completarem 25 anos de idade porque trocam a oportunidade da educação pela carreira marginal.
No caso em questão, as identidades dos envolvidos não foram divulgadas e a imagem foi borrada na reprodução do vídeo para não expor outros alunos menores de idade. Em nota a imprensa, a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed) informou que o colégio estadual registrou boletim de ocorrência e acionou o Batalhão de Patrulha Escolar da Polícia Militar (PM-PR). O monitor foi afastado do serviço até que a situação seja apurada, conforme o comunicado.
Os pais do aluno foram avisados sobre a situação, mas a Seed informou que eles não foram à escola. Por aí se tem uma ideia de como é problemático quando a família não se interessa para o que acontece com o filho que por sinal, deve ser supostamente reincidente já que precisa ser acompanhado pela Rede de Proteção, ou seja estar sobre observação do Conselho Tutelar ou outros sistemas de apoio social como delegacias especializadas e ou Ministério Público.
Um relatório sobre o ocorrido foi encaminhado a Promotoria solicitando providências quanto à situação familiar do estudante que deverá ouvir todos os envolvidos e propor uma solução para o caso. Fosse o monitor servidor da educação em Ibiporã, já estaria inserido num processo que culminaria numa demissão sumária. Essa geração de jovens que não recebem educação de berço, com os devidos corretivos, definitivamente, não tem mais concerto e está fadado a ter um futuro incerto para não dizer uma vida curta.

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