Folha Regional On line

Notícias SAÚDE

Em dois anos de pandemia, Ibiporã já registrou 197 mortes

Em cada mil habitantes, 3,05 cidadãos perderam a vida. 167 só na gestão Zé Maria.

Em dois anos de pandemia, Ibiporã já registrou 197 mortes
Banco de Imagens/Google
IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

   O início da epidemia da covid-19  em Ibiporã em 2020, trouxe vários conceitos médicos importantes para o cotidiano dos profissionais de saúde. Com isso, compreender bem alguns desses conceitos, como a taxa de mortalidade por covid-19 e taxa de letalidade, tornou-se essencial ao maior entendimento do perfil da pandemia, analisada e tomada como baliza para providências e protocolos adotados na gestão do ex-prefeito João Coloniezi, pelo então secretário de saúde, Paulo Zaparolli.
    O termo “taxa de mortalidade” é usado para analisar o impacto de uma doença ou condição em toda a população de uma região. Em outras palavras, pode ser definido como regra de três na matemática: Taxa de mortalidade =  número de pessoas que morrem por uma causa específica X número total de pessoas na população. Exemplo: suponha que, em uma cidade com 10 mil habitantes, 50 pessoas morreram de acidentes automobilísticos em um período de 1 ano. Nesse exemplo, a taxa de mortalidade por acidentes de carros seria de 5 mortes para cada 1000 pessoas.


    Tendo conhecimento acerca desse conceito, podemos concluir que a taxa de mortalidade por covid-19 informa quantas pessoas estão morrendo por esta doença em uma determinada população.
A matemática é uma ciência exata, cujos números podem revelar também números positivos ou negativos de ações X resultados de qualquer propósito. Logo vamos utilizá-lo aqui para ilustrar a situação em que se encontra a administração da saúde pública em Ibiporã X pandemia do Covid 19.
    Senão vejamos. Os números apontam que durante todo o ano de 2020, enquanto a chegada da pandemia ainda era uma incógnita e pouco se sabia sobre o contágio e suas consequências, as medidas adotadas pela Secretaria de Saúde de Ibiporã, comandada pelo “Paulinho”, cujas providências e protocolos adotados junto com o prefeito João Toledo Coloniezi e demais Profissionais da Saúde no comando da UPA, Ibiporã passou pela fase mais grave da pandemia, onde infelizmente ainda perdeu-se 30 vidas pela Covid.
   Em 2021, quando a pandemia e os protocolos de prevenção já eram conhecidos bem como já se contavam com as primeiras vacinas, assumiu a prefeitura o experiente tri-prefeito, o candidato da experiência, da coerência, e do fino trato com coisa pública. Trocou todo o comando da saúde, fez um corte drástico nos medicamentos essenciais a população e nos números de exames. O número de médicos plantonistas diminuiu gradualmente a ponto da saúde beirar o caos. Montou um circo no pátio da UPA sem as mínimas condições de higiene e de trabalho para atender a população no que chamou de triagem da Covid. 
   Sua interferência na formação do Conselho de Saúde, tirando um profissional da área para colocar no comando um motorista, de sua prole política desrespeitando até quem foi eleito por escolha popular nos dá a dimensão do quanto entende mesmo de administrar democraticamente. Estes fatores, sem dúvida, podem ter sua contribuição no agravo da decadência do serviço de saúde e podem ser considerados na diferença entre as mortes ocorridas no mesmo período de 12 meses. Na competente gestão de José Maria Ferreira e sua secretária de saúde Leiliane de Jesus, ocorreram 167 mortes por Covid.
Isto se os números apresentados na “transparência” desta administração estiverem corretos.
    A diferença, é muito grande sendo 30 mortes em 2020 e 167 mortes em 2021. O que aconteceu?

Números revelam a competência administrativa entre um prefeito inexperiente, e um tri-prefeito cheio de experiência

    São 3,05 pessoas mortas para cada 1 mil habitante de Ibiporã, considerando que a população estimada hoje, seja 55.600 habitantes.
Ampliando este conceito, também podemos calcular taxas de mortalidade referentes a um grupo específico, como um grupo de determinada faixa etária, gênero, doença prévia, entre outras condições em que se desejar subdividir a população, mas em relação ao que já vimos, já não vem ao caso.
    O que interessa é as condições em que se encontram a saúde, e o descaso diante do desrespeito à vida visto neste final de ano frente ao prenúncio de novas epidemias e as variantes do Coronavirus os riscos não foram considerados. Não há outro adjetivo qualificativo para essa questão senão irresponsabilidade.
     O discurso político está anos luz da realidade que se apresenta, e dos resultados que se vê.

FONTE/CRÉDITOS: Secretaria de Saúde/NCI -
Comentários:

Veja também

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!