Há exatamente um ano, uma sugestão do vereador Hugo Furrier para a criação de uma "força-tarefa" municipal segue engavetada pelo Palácio do Executivo. A proposta, que visava centralizar e agilizar a resolução de pequenos problemas urbanos — respondendo às dezenas de solicitações que chegam semanalmente ao Legislativo —, foi sumariamente ignorada.
No entanto, o descaso não se limita a novas ideias administrativas; nos últimos meses, a indiferença do prefeito passou a atingir até mesmo os pedidos de manutenção mais urgentes e relevantes, deixando a comunidade local em completo desamparo.
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O reflexo mais visível dessa paralisia administrativa está no Conjunto Henrique Alves Pereira. No local, um ponto de ônibus histórico, instalado em março de 1979 pela Cohapar por ocasião da inauguração do bairro, agoniza sob os efeitos do tempo e da falta de conservação.

A estrutura permanece exatamente no mesmo estado de deterioração desde abril de 2025. O cenário de abandono persiste a despeito de sucessivas cobranças oficiais e de uma reiteração formal do pedido de reforma protocolada pelo parlamentar.
Mais do que uma falha na zeladoria urbana, a situação revela um distanciamento preocupante entre o chefe do Executivo e as demandas reais da população. Ao dar de ombros para os requerimentos do Legislativo, o poder público não ignora apenas o gabinete do vereador Furrier, que lamenta publicamente a falta de respostas, mas penaliza diretamente os moradores que dependem do transporte coletivo e da infraestrutura básica para o seu dia a dia.
O silêncio da prefeitura diante de um patrimônio que acompanha a história do conjunto há mais de 45 anos é o sintoma de uma gestão que parece ter se desconectado das ruas, restando à comunidade cobrar, mais uma vez, o mínimo de atenção e respeito.

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno

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