As duas grandes redes de farmácias visitadas na última sexta-feira são bem conhecidas (Drogamais e Vale Verde) possuem lojas espalhadas por vários municípios. Na primeira delas, o pedido no balcão pela amoxicilina infantil foi recebido com um gesto de lamento. “É a com clavulanato? Infantil? Infelizmente está em falta”, disse o balconista.  Ele ainda complementou a informação dizendo que quase não havia nem mesmo xarope para tratar a tosse de crianças. Mesmo a busca pelas medicações feitas na rede interna das lojas em Londrina apontaram a falta dos itens. “Não tem”, finaliza o atendente. A outra amoxicilina, sem clavulanato, tinha. Analgésico também tinha.

     O problema que afeta as grande cidades, também é sentido aqui, em Ibiporã. O farmacêutico Joelton Correa da "Farma Correa", também a aponta que a falta deste tipo de medicação é crônico desde o início do ano. "Há dificuldade de encontrar estes medicamento até junto aos laboratórios", explica. Os representantes que visitam as farmácias tem repetido sempre a mesma informação: "Faltam insumos para os laboratórios manterem a fabricação dos medicamentos para atender a demanda", informação confirmada pelo Conselho Regional de Farmácia.       Segundo Joelton Correa, a saída ainda é contar com pouco medicamento com o mesmo princípio ativo ainda disponível, porém em dosagem mais fraca (200 ou 250 mg) porque a amoxicilina com clavulanato (400 mg), há muito não é encontrada com disponibilidade no mercado.  Nossa repórter em Curitiba, Hatsue Kajihara também tentou contato com o Sindicato Comércio Varejista Produtos Farmacêuticos do Estado do Paraná, com sede na capital para mais detalhes da falta de remédios na capital, mas não obteve sucesso. 

    A notícia da falta de remédios em farmácias vem ao mesmo tempo em que os atendimento de crianças com  problemas respiratórios aumentaram nos súltimos dias. O PAI - Pronto Atendimento Infantil em Londrina, está coma as dependências lotadas há dias, como fila de espera por mais de até 10 horas  sem levar em conta as UPAs.  Os casos não são de Covid, que por sinal teve casos elevados nos últimos dias. Mas os sintomas são de viroses e infecções, cujo alto fluxo aumenta a demanda por pediatria gerando filas de espera por no mínimo três horas em alguns locais.