O resultado da eleição estadual de 4 de outubro de 2026 desenhou um cenário de verdadeiro fiasco político para os planos de poder que dominavam as previsões palacianas em Ibiporã.
Nem mesmo o apoio incondicional do pai, o prefeito José Maria Ferreira, somado ao uso escancarado da máquina pública, ao abuso de poder político e à convocação de servidores comissionados transformados em cabos eleitorais compulsórios foi suficiente para inflar a candidatura de Rafael Eik Ferreira.
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Concorrendo a uma vaga de deputado estadual, o herdeiro do Executivo local amargou pífios 6.633 votos em Ibiporã, enterrando a utopia espalhada pelo staff governamental, que cantava vitória antecipada estimando entre 12 e 15 mil votos na cidade.
Para além das fronteiras do município, o termômetro da rejeição foi ainda mais cristalino. Atuando como uma medição real da popularidade da dinastia ferreirista, Rafael fez apenas 2.502 votos fora de Ibiporã. Esse desempenho minguado nas urnas regionais funciona como o espelho exato do legado deixado pelos mandatos anteriores de José Maria Ferreira como deputado estadual, período lembrado pela inércia e pela ausência de resultados práticos que fizessem a diferença para os municípios da região.
A conta, finalmente, chegou. E veio salgada para uma campanha visivelmente milionária, recheada de ostentação, cujas cifras reais muito provavelmente jamais serão vistas de forma transparente nas prestações de contas oficiais enviados à Justiça Eleitoral. O recado das urnas foi didático: carreatas ruidosas de finais de semana e poluição sonora generalizada não se convertem mais em votos de forma automática. O eleitorado mandou avisar que barulho não substitui competência.
O eleitor de Ibiporã clama por uma política de resultados reais e estruturais, rejeitando o projeto personalista de perpetuação de uma dinastia familiar no poder.
A incapacidade crônica de transferência de votos de José Maria Ferreira para o filho expõe as vísceras do descontentamento de uma população que assiste à saúde pública local ser preterida e abandonada enquanto os recursos municipais são desviados para investimentos estéticos e supérfluos, como lagos ornamentais.
O momento político atual de Ibiporã não aceita mais o continuísmo; exige, com urgência, mudança. Se há pretensões de Mari de Sá chegar a cadeira de prefeita, a hora de pular fora do barco é agora. E o MDB tem lugar para gente de sua competência.
Com a não eleição de André Vargas como deputado, segue o "plano B" do compromisso do prefeito com o PT. André é o preterido pelo prefeito a sua sucessão e como de costume, como já fez no passado, deve "descartar" a "companheira".
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno

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