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Quarta-feira, 30 de Setembro de 2026
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Rafael da Farmácia lamenta o "esquecimento institucional" e expõe as rachaduras do Legislativo

Condução do legislativo local, é medíocre e chega a irritar membros da bancada que antes defendiam o Executivo.

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Rafael da Farmácia lamenta o
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    "Depois da eleição, tudo vai mudar". Este é o tom que a banda vai tocar à partir de outubro no legislativo, disparou uma das lideranças do executivo na Câmara Municipal.  O estopim foi o palco, recentemente, do lançamento da pedra fundamental de uma nova igreja ortodoxa. O evento, que deveria ser um marco de celebração comunitária e harmonia religiosa, acabou servindo de pano de fundo para a exposição de vaidades feridas e picuinhas políticas no cenário municipal.
 
   O vereador Rafael da Farmácia veio a público manifestar sua profunda insatisfação com o que considerou uma grave afronta ao protocolo: a ausência de um convite formal aos integrantes da Câmara Municipal. Em um tom que flutuou entre o elogio protocolar à comunidade e o rancor político, o parlamentar fez questão de lembrar que o Legislativo foi o responsável por analisar e aprovar a concessão do valioso imóvel público destinado à instituição. Para alguns, milimetricamente planejado para dar aporte a campanha do presidente da Casa, filho do prefeito.
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    A lógica implícita na lamentação de Rafael é puramente mercantilista na política de bastidores: "se nós demos o terreno, o mínimo que merecemos é o holofote na hora de cortar a fita".  No entanto, o inconformismo do parlamentar ganha contornos ainda mais ácidos quando o alvo se volta para dentro de sua própria casa.
 
  Ao destilar sua bronca pelo "esquecimento", Rafael da Farmácia expõe uma ferida interna escancarada: o descaso crônico do presidente do Poder Legislativo, que assistiu passivamente à cerimônia de entrega do terreno sem mover um dedo para defender a dignidade e a representatividade dos seus pares.
 
    A postura apática da presidência da Câmara diante do episódio é o retrato de um comando que prefere o silêncio covarde à imposição do respeito institucional. Se o Executivo ou a própria instituição religiosa ignoraram a liturgia do cargo dos vereadores, cabia ao chefe da Casa de Leis exigir a devida deferência.
 
  Em vez disso, o presidente preferiu o papel de mero espectador do próprio desprestígio.  Por outro lado, a reação de Rafael da Farmácia, que recebeu apoio de outros parlamentares,  embora exponha com precisão a fraqueza da liderança da Câmara, também deixa um gosto amargo.
 
   Evidencia que, para muitos parlamentares, a aprovação de um projeto de interesse público não é um dever cumprido em prol da cidade, mas uma moeda de troca por confetes, tapinhas nas costas e banquetes oficiais. No teatro político local, o bem-estar social e a liberdade religiosa parecem valer bem menos do que um assento VIP na primeira fileira. 
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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