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Quarta-feira, 30 de Setembro de 2026
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Quase 600 candidatos disputam uma cadeira na Assembleia Legislativa do Paraná

Para alguns, nem mesmo a estrutura montada para campanha de "prefeito", chegar na ALEP é apenas utopia

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Quase 600 candidatos disputam uma cadeira na Assembleia Legislativa do Paraná
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    Levantamentos desste Portal de Notícias, monitorando as dinâmicas políticas digitais, a disputa pelas 54 cadeiras da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) revela um cenário de intensa fragmentação e forte apelo midiático.  Nada menos que 592 candidatos concorrem no próximo domingo.
 
   A média de quase 11 postulantes por vaga transforma as mídias sociais no principal palco de sobrevivência política, onde a busca pela atenção do eleitor muitas vezes sobrepõe as propostas concretas ao espetáculo visual e a narrativas polarizadas.
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   A análise do perfil dos concorrentes aponta para um avanço ainda tímido na representatividade. Embora a presença de 205 mulheres signifique uma participação relevante, os homens continuam sendo a maioria esmagadora com 387 candidaturas.
 
   Nas redes sociais, essa disparidade se reflete na forma como as campanhas são estruturadas: enquanto candidatas frequentemente precisam usar seu espaço digital para legitimar suas trajetórias e defender pautas de equidade, candidaturas masculinas tradicionais tendem a focar na manutenção de redutos políticos já estabelecidos, muitas vezes impulsionados por estruturas partidárias mais robustas.
 
   O comportamento dos candidatos em suas mídias digitais evidencia a forte dependência dos algoritmos, que sabidamente privilegiam conteúdos de rápido consumo e forte apelo emocional. Observa-se uma proliferação de vídeos curtos, (alguns ridículos como de um candidato aí que fala em construir uma escola federal em cada município), jingles repetitivos e ataques recíprocos em detrimento de debates aprofundados sobre as reais atribuições de um deputado estadual.
 
   Tem candidato quem não sabe "a hora que a galinha dorme", e sequer em sua condição de "vereador" sabe sobre a fiscalização do orçamento público e a criação de leis eficientes. A estratégia de transformar o número de urna em um "meme" ou em um elemento puramente estético busca fixar a marca do candidato na mente de um eleitorado frequentemente saturado pelo excesso de informações.
 
   Diante desse ecossistema digital saturado, cabe ao eleitor paranaense o desafio crítico de filtrar o ruído das redes para identificar quem de fato apresenta propostas viáveis para o desenvolvimento do estado.
 
   O voto para a Alep exige ir além dos cinco dígitos digitados na urna e das encenações bem produzidas no Instagram ou no TikTok, sob o risco de reeleger velhas práticas fantasiadas de novidade digital ou de preencher o legislativo com figuras de grande alcance virtual, mas de pouca efetividade pública. Exatamente como vemos aqui, em nossa cidade!
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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