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Quarta-feira, 30 de Setembro de 2026
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O Circo das Vaidades em Ibiporã: Furrier denuncia "apagão institucional" e apadrinhamento político de verba de R$ 5,9 milhões

Vereador chuta o palanque da administração e critica o Presidente da Câmara por tentar ocultar "pai da criança" em obra de R$ 3,5 milhões conquistada pelo MDB.

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
O Circo das Vaidades em Ibiporã: Furrier denuncia
📸Arquivo/CMI
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A política de Ibiporã transformou-se em um picadeiro de vaidades, onde a disputa pela "paternidade" de verbas públicas vale mais do que o respeito institucional. A denúncia contundente do vereador Hugo Furrier (MDB) expõe as entranhas de uma administração municipal ávida por holofotes e um Presidente do Legislativo que sofre do complexo de "pai da criança", tentando avocar para outros, os louros de conquistas que têm digitais bem diferentes.
 
   O estopim do descontentamento é a destinação de um montante aproximado de R$ 5,9 milhões para o município. Desse total, R$ 3,5 milhões são carimbados para a tão necessária construção da nova sede do Centro de Atendimento ao Deficiente Visual de Ibiporã, (entidade que por décadas serve de cabide de emprego para as irmãs do prefeito).
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   Furrier fez questão de restabelecer a verdade histórica dos fatos: o recurso é fruto direto da articulação do MDB e do ex-secretário estadual Rogério Carboni.  Outro episódio abordado pelo vereador, ocorreu  na hora de cortar a fita e posar para as fotos na cerimônia de lançamento da pedra fundamental, da edificação de um futuro templo religioso em um área pública que deveria ser uma praça. "A prefeitura e a liderança da Câmara operaram um verdadeiro "apagão institucional", com o prefeito em férias, descaradamente usando a máquina pública para fazer campanha para o filho, presente na solenidade.
 
O Palanque Exclusivo e o Desprezo pelo Legislativo
   A ausência de convites aos parlamentares para o evento no Jardim São Bento não foi um mero erro de cerimonial; foi um ato deliberado de soberba política. Ao ignorar os vereadores, a administração e o presidente da Câmara demonstram uma alarmante falta de consideração com o próprio Legislativo, a quem coube a responsabilidade legal de aprovar as matérias relacionadas ao imóvel.
 
   O modus operandi é claro: aprova-se o projeto a portas fechadas na Câmara, mas na hora da festa, o presidente do Legislativo e o Executivo sobem sozinhos no palanque, tentando silenciar os verdadeiros articuladores do repasse. É a velha política do oportunismo, onde quem não trabalhou pelo recurso corre para aparecer na foto oficial.
 
Máquina Pública Paralisada pelas Urnas
Furrier também tocou em uma ferida purulenta que costuma sangrar em anos eleitorais: o uso da máquina pública. O parlamentar cobrou, de forma enérgica, que as atividades administrativas e os serviços essenciais não sejam sequestrados ou prejudicados pela participação de agentes públicos em campanhas eleitorais. A população de Ibiporã paga seus impostos para ter serviços funcionando, e não para ver secretários e diretores abandonarem seus postos para atuar como cabos eleitorais de luxo.
 
No Samae, Falta Água e Sobra Arrogância
  Enquanto os caciques políticos disputam a autoria dos milhões estaduais, a ponta do serviço público sofre com a falta de gestão básica. O atendimento prestado pelo Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto) virou alvo de duras críticas. Relatos de usuários apontam para um cenário de total despreparo dos profissionais no primeiro contato com o contribuinte.
 
   É inadmissível que cidadãos que buscam a autarquia para tratar de contas atrasadas, parcelamentos, cortes de fornecimento ou pedidos urgentes de manutenção sejam recebidos com frieza ou truculência. O que se exige — e que Furrier cobrou textualmente — é o mínimo: empatia, cordialidade e dignidade no tratamento com o povo. Afinal, a água que corta o Samae parece ser a mesma que falta na gestão de pessoas da autarquia.
 
  Ibiporã assiste, assim, a um espetáculo melancólico. De um lado, uma administração e uma presidência da Câmara que agem como proprietárias das conquistas coletivas; do outro, uma população que assiste ao circo político enquanto clama por um atendimento humano e por serviços que fujam da paralisia eleitoreira.
 
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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