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Sabado, 17 de Outubro de 2026
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Modelo atual de Reitoria nas Universidades Públicas "afrouxaram o sistema" hoje tomado por influências nocivas a Educação

O ambiente nas instituições de "Educação Superior Pública" caminham para a degradação moral e cívica da sociedade

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Modelo atual de Reitoria nas Universidades Públicas
📸Imagem ilustrativa do risco no atual cenário de degradação nas Universidades Públicas.
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    O início das provas do vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL) traz à tona um debate recorrente sobre a realidade do ambiente universitário público no Brasil e o impacto que ele causa nos recém-chegados e candidatos. Para muitos estudantes e suas famílias, o ingresso no ensino superior é visto como o ápice do esforço acadêmico, associado à excelência, ao crescimento profissional e à maturidade.

   No entanto, o choque cultural e a exposição a comportamentos periféricos ao estudo geram reações diversas na comunidade.
O contraste entre as expectativas dos vestibulandos e a convivência nos espaços de convivência do campus é analisado sob diferentes perspectivas quando o assunto é preocupação com o ambiente e segurança.

  Pesquisas acadêmicas e levantamentos de institutos de segurança pública indicam que a violência de gênero e o abuso sexual ocorrem dentro dos campus e em eventos ligados à vida acadêmica, como festas estudantis e seus trotes sem limites que podem levar calouros a morte.

   Setores da sociedade, pais e estudantes de perfil mais conservador expressam forte incômodo com o consumo aberto de substâncias ilícitas (cocaína) e o tabagismo (maconha) em áreas públicas da instituição sem nenhum incômodo. Fato aliás que ocorre a céu aberto por todo o país, pós regime militar. Naquele tempo, maconheiro nas universidades entravam na "borracha" e puxavam "cana".  O ambiente acadêmico era "refrigerado" e o ambiente se mantinha saudável!

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  Tais práticas configuram um cenário de desordem administrativa e degradação de valores, criando barreiras de convivência para jovens cujos círculos familiares ou religiosos repudiam rigorosamente o uso de drogas. Qualquer cidadão alfabetizado e defensor de valores éticos e morais não tem como não observar e até criticar que a leniência com essas condutas desvirtua o propósito primordial da universidade, que deveria focar estritamente no desenvolvimento científico e na formação cidadã exemplar.

    A educação do ensino superior jaz num futuro incerto, sob o manto da liberdade de escolha, claramente influenciado com forte viés de esquerda e de “doutrinação ideológica”.  Em países que sucumbiram a miséria econômica e humana, hoje é o retrato da degradação da educação e dos valores morais e cívicos. E só não vê, quem não quer, que estamos caminhando na mesma direção, caso não haja quem defenda urgentemente a necessidade de neutralidade partidária e de focar o ambiente acadêmico em áreas de retorno prático e técnico, minimizando o que se vê como militância política dentro das salas de aula.

   Não há dúvida que reitorias também moldadas na mesma doutrinação se incomode com o rumo que a educação (ou deseducação) caminha. É preciso quebrar a tradição de nomear o primeiro colocado da lista tríplice votada pelas comunidades acadêmicas para o cargo de reitor, já não funciona como deveria.

   Por este motivo há quem defenda que a escolha de nomes sejam alinhados ao Ministério da Educação (MEC), embora elementos mau intencionados travestidos de “entidades estudantis e de docentes” qualificam essas medidas como intervenções diretas na autonomia universitária.

   A discussão sobre o modelo de universidade continua ativo e necessário no cenário político atual. Propostas apresentadas pela ala ligada ao PL, como a do candidato à presidência Flávio Bolsonaro, sugerem mudanças estruturais profundas.   Entre as propostas em discussão estão a transferência das universidades federais do MEC para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), visando direcionar o foco para a pesquisa aplicada e o desenvolvimento tecnológico e produtivo em parceria com empresas.

   Críticos e reitores expressam preocupação com a segurança do financiamento e a preservação do modelo de ensino inclusivo com essa eventual transição.   Particularmente, sou defensor dessa perspectiva assim como outros que sugerem que uma governança com critérios externos de meritocracia administrativa, ou maior peso a conselhos integrados pela sociedade civil e pelo setor produtivo, ajudaria a frear excessos ideológicos e a conter a leniência com comportamentos nocivos (como o consumo de substâncias e a desordem nos campus).

    “Minha neta de 17 anos, ao conhecer o campus da UEL esta semana onde fará o vestibular no domingo, voltou horrorizada”, conta uma senhora que banca os estudos da neta que perdeu o pai aos 5 anos de idade. “Mesmo que aprovada no vestibular, ela não tem coragem de frequentar um lugar daqueles”, desabafou.

   Sob essa ótica, um gestor selecionado estritamente por competência técnica e compromisso com metas científicas e de segurança traria um ambiente mais equilibrado e acolhedor para estudantes de todos os perfis. Está estampado no atual cenário que estes movimentos docentes, estudantis e entidades voltadas à “educação” defendem que a escolha direta e o “respeito à vontade da maioria interna” são os únicos caminhos para garantir a pluralidade e a integridade da universidade. Trocando em miúdos, deve ser, “Quanto pior, melhor”!

   Embora esse grupo argumenta que modelos de indicação externa ou intervenções políticas distorcem a finalidade acadêmica e fragilizam a autonomia garantida pela Constituição, o assunto é discutível. O modelo de escolha de reitores passou por transformações legais importantes, como a promulgação da Lei nº 15.367/2026, pondo fim à antiga lista tríplice nas instituições federais, determinando que o candidato mais votado na consulta interna fosse obrigatoriamente nomeado. 

   Infelizmente, o novo modelo dá ares de que “afrouxar as rédeas”, não funciona. A solução para os problemas de convivência deve vir do amadurecimento dos debates internos e de políticas de acolhimento institucionais. Porém, do jeito que as coisas andam é preciso urgentemente mecanismos de intervenção, mas não necessariamente, centralizadores de poder. Mas sem dúvida, alguma coisa precisa ser feita!

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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