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Quinta-feira, 30 de Abril de 2026
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Saúde

Câmara não publica Ata e áudio de "Sessão Extraordinária" que reuniu Conselho de Saúde e direção do HCR

Zé Maria corta recursos do Hospital Cristo Rei pela metade sugerindo irregularidades no contrato

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Câmara não publica Ata e áudio de
Divulgação/Anônima
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Conselho de Saúde votam unanimes para a manutenção dos valores ao Hospital Cristo Rei

O resultado da reunião extraordinária para a apresentação do contrato entre o município de Ibiporã e o Hospital Cristo Rei, ocorrida no último dia 12, convocada pela presidente do Conselho Municipal de Saúde, Renata Angélica Neiva Semprebom, ainda não foi oficialmente publicada. O contrato do município com o Hospital Cristo Rei, passou a ser tema de debate, tão logo o prefeito José Maria Ferreira (PSD) assumiu a prefeitura suspendendo o repasse de R$ 270 mil reais mensais para a entidade.
O contrato que teria vigência até maio/2021, não está sendo respeitado pelo atual prefeito, o que pode comprometer seriamente o atendimento à saúde para a população de Ibiporã, visto que a entidade é filantrópica e depende destes recursos para sua manutenção.  O Conselho teria votado unanimemente para a manutenção dos valores em contrato porém, a ata ainda não foi publicada. Há dúvidas para serem sanadas.
Toda a gestão que o prefeito José Maria assume, cria problemas com o repasse de recursos. Tomo aqui a liberdade de defender a instituição e sua direção. Atrasar o repasse, ou cortá-lo pela metade ignorando o contrato vigente e, sugerindo uma suposta improbidade, é no mínimo uma leviandade. O prefeito precisa entender, que quem comanda o hospital, não foi nomeado por ele, não é gente de sua prole, que participa de "maracutaias" e acaba com os bens indisponibilizados pela Justiça por conta de improbidade administrativa. 
Está lidando com gente séria, que não faz "acordos escusos" com prefeito. O que pode estar ocorrendo, é um mau entendido que precisa ser esclarecido.
No entanto nas campanhas eleitorais, seus discursos de ajuda ao hospital estão sempre em pauta e na ponta da língua. No site oficial da prefeitura, as notícias relativas às suas administrações anteriores e o HCR desapareceram do sistema. Quando se consulta, aparece a mensagem (página não encontrada), porque?
O prefeito José Maria Ferreira, até onde se sabe, alega inconsistência no contrato, porém quando deixou a administração passada, os recursos que demandava para a instituição eram insuficientes para pagar médicos e a saúde encontrava-se um caos.
O então prefeito que assumiu, João Coloniezi (MDB), entendendo a gravidade da situação, praticamente dobrou a injeção de recursos para o atendimento à população contratando especialidades como Pediatria, Cirurgia Geral, Gastrologia e Ginecologia/Obstetrícia de aproximadamente 2.900 consultas/mês garantindo o serviço de plantão presencial, de 24 horas, todos os dias do mês nas especialidades mencionadas. À partir de 1º de junho de 2017, o HCR passou a receber R$ 2.930.970,96 - milhões por ano. Este último ano, o contrato finda em maio com repasse de R$ 3.240.000,00 milhões.  A renovação do contrato à partir de maio, é o tema de discussões. A população troca o prefeito, ele corta os recursos e o caos está de volta. Parabéns Ibiporã!

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As mudanças
Da reunião a portas fechadas, que congregou apenas os interessados, sabe-se extraoficialmente que o Conselho foi unânime em defender a manutenção do contrato e a confirmação de que o prefeito autorizou o repasse de apenas R$ 140 mil reais referentes ao mês de dezembro de 2020. De lá pra cá, o hospital está caminhando como pode, administrando os recursos recebidos de emendas parlamentares. Uma nova reunião marcada para dia 22, entre o Conselho e a direção do HCR deve esclarecer os fatos que levaram a suspensão do repasse.  A expectativa do Conselho é que o prefeito renove o contrato, pagando os atrasados e mantenha ao menos o mesmo valor.

As assessorias de imprensa dos deputados, Sargento Fahur (R$ 100 mil), Luíza Canziani (200 mil) e Boca Aberta (R$ 1 milhão), confirmaram a liberação destes recursos que já estão na conta do hospital em vem sendo utilizados nas obras de ampliação e reforma.  Um fato que talvez não tenha sido percebido, é que tanto a nova administração do Hospital Cristo Rei bem como a gestão do ex-prefeito João Coloniezi, resumiu-se a ordem técnica/administrativa, longe de política. Até porque, serviços prioritários à população não pode ser conduzido com leviandade política. E neste interim apelativo, já figura o filho do prefeito, Rafael Eik Ferreira (PSD) com o subterfúgio de obter informações do contrato, usa do cargo de vereador e a situação do hospital para tentar ganhar foco na mídia. Aliás, como já vimos em questões anteriores, o prefeito sempre usa alguém na linha de frente para não macular sua imagem em fatos negativos junto à população e desta feita não foi diferente.  Os questionamento contidos em seu Requerimento 009/2021, poderiam ser facilmente sanados, se tivesse o trabalho de pegar o contrato na prefeitura, e ler. Mas deve ser difícil até porque não se vê sequer o vereador dar expediente na Câmara durante o dia. Quem fiscaliza o contrato, é o Conselho de Saúde Municipal. Não é a secretária Leiliane de Jesus, e quisá quem de fato manda na secretaria, o chefão Wilton Luiz Carrão.
Ora se o vereador sugere que há inconsistências ou irregularidades, logo suspeita da idoneidade do grupo que o fiscaliza. 
Se algo está errado, precisa ser corrigido. O que não pode é a população pagar por politicagem.

O outro lado
Nossa reportagem procurou pela administração do Hospital Cristo Rei para comentar a reunião, entretanto fomos informados que a administração não se manifesta em questões políticas. Sobre a reunião na Câmara, o  interventor do HCR, Paulo Bolçois limitou-se a sugerir uma entrevista com a presidente do Conselho, ou com vereadores que representam a saúde. Seriam pessoas mais indicada para falar sobre o assunto.
No entanto, sobre questões administrativas e técnicas, ressaltou que as obras de reformas e ampliação do hospital estão seguindo dentro do previsto, embora reconheça que um corte dos recursos repassados ao hospital, podem comprometer o serviço de atendimento à população.
Bolçois, lembrou as dificuldades inesperadas que surgiram com a obra, como por exemplo, a mudança do padrão de energia elétrica do hospital, totalmente defasado em mais de 30 anos. Não mais comportava a demanda da instituição ocasionando alguns transtornos. “Somente o projeto elétrico para atender as necessidades e sua aprovação ficam em torno de R$ 250 mil reais”, revelou. No entanto, uma parte dos recursos para esta finalidade (R$ 50 mil reais) foram doados por um empresário, (amigo do engenheiro responsável pelo projeto elétrico) que desejou ficar no anonimato.  “Foi a mão de Deus”, declarou Bolçois ao agradecer ao empresário e testemunhar como está tocando a obra pela fé.
O hospital investiu também num Tomógrafo (aparelho para tomografia), que chega a custar quase R$ 1 milhão de reais, além do novo equipamento de Raio X, adquiridos com recursos advindos das emendas dor parlamentares citados acima, viabilizadas no programa de combate ao Covid-19. O interventor do hospital agradeceu a contribuição dos deputados destacando que os mesmos não estão contribuindo só com a entidade, mas como a população de Ibiporã e região.

FONTE/CRÉDITOS: Assessorias/fontes protegidas em Lei de Imprensa/
Comentários:
Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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