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Domingo, 2 de Junho de 2024

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Vereador Gilson Mensato não descarta a possibilidade de também disputar a prefeitura

Antes de sair de férias, Mensato conversou com nossa reportagem e disse que "tudo depende do momento"

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Vereador Gilson Mensato não descarta a possibilidade de também disputar a prefeitura
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   Nem bem começou o ano eleitoral e as redes sociais já estão a todo vapor, levando a população alguns nomes que estariam dispostos a disputar o pleito de outubro próximo para prefeito e vereadores. A enquetes correm soltas pelos grupos, e nada menos que nove pré candidatos já têm seus nomes para avaliação da população.  O mais atuante, e que tem apresentado propostas até o momento, é o ex-deputado Federal Emerson Petriv o Boca Aberta.  Os demais, que estão trabalhando nas suas propostas, aguardam o tempo propício para apresentá-las, temendo talvez que possam ter suas candidaturas não homologadas pelo TRE durante a pré-campanha por propaganda eleitoral antecipada.

   Mas na Câmara Municipal, a popularidade de pelo menos quatro candidatos, também lhes garantem a manutenção de seus votos junto ao eleitorado. Cada um em particular tem a sua característica, que não se resume apenas ao seu trabalho frente ao legislativo, mas em parte pela sua atuação na sociedade. É fato que a Câmara Municipal vive a doença do descrédito, dado a atuação pífia de alguns vereadores que passaram os três anos sem ter o que apresentar, a não ser posar em fotos ao lado do prefeito, e votar tudo o que o Executivo envia para Casa.

   Mas há aqueles vereadores que se destacam, ou que são mais lembrados conforme um levantamento feito por nossa reportagem. Nas redes sociais o vereador Gilson Mensato leva vantagem pela sua posição na vereança, postura, firmeza nos posicionamentos e sempre tendo como base o bem maior coletivo.  O segundo vereador mais lembrado, é Rafael da Farmácia, pelo seu trabalho social ao longo dos anos e sua fiel forma de fazer política, fazendo pelo menos cinco a seis visitas diariamente à sua base.  O terceiro mais lembrado é o nosso Papai Noel, vereador Augusto Semprebom, servidor de carreira que dedica parte de seu tempo dando aulas de Judô, e apoiando ao esporte. Enquanto vereador, Semprebom busca sempre renovar os conhecimentos e se capacitar para melhor servir a população, pois sempre participa de palestras técnicas voltadas a gestão pública.

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Entre os mais lembrados: Rafael da Farmácia, Victor Carreri e Augusto Semprebom

    O quarto mais lembrado é o vereador Victor Carreri, o Vitor do hospital, que também desempenha seu trabalho social sem fazer alarde e cumprindo seu papel como fiscalizador do Executivo, Assim como Mensato. Hoje os dois são a base de oposição sempre honrando os votos recebidos de seus eleitores. Victor Carreri  tem feito grande trabalho de bastidores junto aos seus deputados resultando em conquistas importantes para o setor de saúde como o Hospital Cristo Rei como o esperado Tomógrafo. São quase três milhões em verbas de representação aportadas a seu pedido para a saúde. E deixa claro que continuará dessa forma defender os interesses que visam o bem estar social e  uma sociedade ao qual tem orgulho de fazer parte. "Vamos continuar fazendo o bem sem olhar a quem”, pontuou.

   Diante deste quadro só temos a lamentar quanto aos demais que pouco ou quase nada fizeram de relevantes. Tem vereador que já sabe que não tem condições de se reeleger e já está negociando um cargo com o prefeito na próxima administração, caso José Maria seja reeleito.

E fica a pergunta:

RENOVAÇÃO OU CONTINUIDADE?

   No próximo pleito, os Ibiporanenses elegerão não mais 9 vereadores, (e queriam aumentar para 11). Isso mexe com o cenário e traz a possibilidade de estimular novos pré-candidatos a participar do processo, e há nomes ainda não revelados que prometem surpresa. Podemos ter dois ou três representantes da mídia na cidade.  Apesar disso, a renovação de vagas podem atrair também quem já teve mandato e hoje está sem como o ex-vereador Miro Despachante, autor de uma importante Lei, em defesa animal e engavetada pelo atual prefeito.

    No Esporte a disputa deverá ficar entre a professora Angela Garcia e o secretário Claudio Gozo que aliás, goza da atenção da Justiça em denúncia de irregularidades sua secretaria que chegaram ao Gaeco. Aliás, agora aposentado, e mais experiente, o ex-vereador Marcos da Ambulância poderia dedicar seu tempo a população e esquecer este negócio de apoiar cunhado. Marcão é ficha-limpa e não corre o risco de sair pelado da cama com o Gaeco no cangote.

    Historicamente, há em Ibiporã uma tendência de alguns vereadores se perpetuarem no cargo como alguns que chegaram a cinco mandatos. Buscar novos nomes na Câmara e melhorar o percentual de renovação é obrigação do eleitor que este ano, atipicamente dá ares que desejam renovação quase total.  Justamente por isso, nos corredores do legislativo municipal o comentário é de que, se aumentasse as cadeiras para 11, aumentariam as chances dos atuais vereadores menos expressivos se reelegerem. Arrisco a dizer que alguns vereadores que já teve mandato e não se reelegeu volta nessa eleição. É o caso de Miro Despachante e o farmacêutico João Correa.

Ex-vereador Miro Despachante

   No entanto, lembro que é preciso se atentar para as questões partidárias que podem interferir no processo. Por exemplo: as federações, que agora valem. Nesse contexto, ainda inserem-se os partidos que perderam o fundo partidário e vão ter que se fundir para ter alguma chance nas eleições. Também é preciso levar em conta que a eleição para Câmara é pulverizada: muitos candidatos para poucas cadeiras. Voto de vereador é voto de bairro e na Zona Sul não há sequer um representante. Mesmo aquele que se elegeu comprando votos lá, nunca mais voltou.

    A Câmara, permite a eleição de perfis diferentes, mas todos alinhados com o seu eleitorado. É o caso como já citamos de Gilson Mensato e Rafael da Farmácia. O pior problema de qualquer politico é não entender quem é seu eleitor e qual é o seu próprio perfil. Quem não entende isso gasta muita energia e acaba não falando com ninguém. Se der tiro pra todo lado, a possibilidade de se perder no meio do caminho é grande. É o caso de Maria Galera que certamente foi no canto das promessas, se queimou, e seu trabalho de destaque além de votar tudo o que o prefeito manda, sobrou as florezinhas que plantou na frente da Câmara. Já a causa animal...ah...a causa animal... 

    Todos os fatores listados acima, somados, devem definir se haverá uma tendência maior de continuidade ou renovação. Justamente por isso, para conseguir se fazer notado no pleito, é preciso considerar todas essas variáveis.  Hoje o tiro no pé, é ser vereador na base do prefeito. Se manter nela até a eleição, é suicídio eleitoral.  Acaso alguém acredita que o prefeito está preocupado com os "capachos" ou que dará segurança e ou apoio a sua reeleição? Compromisso assumido é compromisso pago. Acaba aqui.  Quando o chefe bater o sino, muita gente vai ter que pensar pra que lado vai. E no momento negativo do atual prefeito, bater na Prefeitura é vantagem e dá voto. 

   Quem trabalhou vai se reeleger, quem não mostrou trabalho vai ficar de fora.  Os inexpressivos, tem que criar vergonha na cara e honrar cada voto que recebeu mas urnas.  A Zonal Sul de Ibiporã apor exemplo, tem coeficiente eleitoral para eleger dois vereadores. 30% do colégio eleitoral se concentra praticamente ali. Mas também é preciso pensar a política para além da representação de bairros. Lembrando que urgências da cidade devem ser pensadas de forma universal e não apenas para uma região.  É a forma de trabalho do vereador Rafael da Farmácia. Tem votos em todas as regiões da cidade.

 

   Para quem pensa em se candidatar nas próximas eleições, já é o momento de “virar a chave”, uma vez que o cenário está sendo posto agora. A campanha não começa em março. Quem fizer isso está descartado do processo. É preciso começar a trabalhar agora. É impossível alguém acordar em 2024 e decidir ser candidato em março ou abril. Quer apostar na sorte? Tenta a Mega”, porque na eleição não funciona assim.

   É momento de amplificar a visibilidade de um aspirante a vereador. Já deveria ter começado. Quem não é visto não é lembrado. Num contexto de centenas de candidatos, é muito difícil ganhar notoriedade.  Além disso, presença constante nas redes sociais e a proximidade com lideranças de bairros, participando do cotidiano das comunidades, também são ações importantes. 

   Se não conseguir estabelecer uma base consistente, não tem chance de vitória, isto é certo. Esta campanha eleitoral conta com dois  “erres”: rua e redes sociais. A TV local não tem peso e nem tem espaço pra tantos candidatos. Até porque ninguém assiste.  A Play TV está dando show de audiência nas redes sociais e deve lançar pelo menos dois candidatos a vereadores já que tem uma audiência definindo bandeiras, com pautas de relevância. Mas fica a dica. Seguidor é diferente de eleitor. Não adianta criar uma estratégia só pra ter like e aumentar número de seguidores se não conseguir transformar o cara da curtida em alguém que acredita na causa e vote.

FONTE/CRÉDITOS: Ely Damasceno/Folha Portal
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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