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Vereador cobra explicações sobre a retirada de ambulância de suporte ao SAMU

Sistema de "Socorro Emergencial" ficou fragilizado para atender toda a demanda da população

Vereador cobra explicações sobre a retirada de ambulância de suporte ao SAMU
Assessoria de Imprensa/Arquivo Folha Regional
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Vereador cobra explicações sobre a retirada de ambulância de suporte ao SAMU

Sistema de "Socorro Emergencial" ficou fragilizado para atender toda a demanda da população

Considerando os últimos acontecimentos voltados à questões de saúde no município, que vão desde a falta de médicos e o corte no fornecimento de medicamentos (que na gestão passada era farta), outro problema recente que aflige a população é a falta de ambulância. Até o momento, o prefeito José Maria Ferreira, não deu satisfações porque retirou a ambulância TEC 258, que prestava apoio a viatura básica do SAMU. Há que se considerar também, a gravidade que tal fato proporciona ao serviço no atendimento à população, no momento em que apenas um veículo (ambulância) encontra-se a disposição para atender uma população de mais de 55 mil pessoas. Em caso de uma possível transferência de algum paciente para Londrina e, diante da necessidade de retenção da maca, fica a dúvida de qual seria o procedimento de emergência para a manutenção do atendimento.

     Esta entre outras questões que estão sendo cobradas pelo vereador Ilseu Zapelini (foto acima) tem como finalidade cobrar do prefeito a obrigação de proteger a vida das pessoas e garantir a qualidade no atendimento no SUS, até porque, esta é uma das atribuições de quem comanda o município. Manter a estrutura do SAMU - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, inclusive com suporte de apoio é obrigação com diretrizes a garantir a universalidade, a integralidade, a descentralização e a participação social, ao lado da humanização, a que todo cidadão tem direito.
     Para uma análise mais apurada da situação, o vereador está requerendo a prestação de contas dos atendimentos e deslocamentos apontados nas planilhas diárias do veículo base (SAMU BASE 08) e do serviço de apoio, (TEC 258) no período dos últimos seis meses. Ou seja, desde o início desta administração quando o serviço de saúde passou a ser alvo de muitas queixas por parte da população. Para se ter uma ideia, há dias em que há apenas um médico na UPA para atender 250 pacientes, o que nunca ocorreu na administração passada.

     Como cobra o vereador Ilseu Zapelini, a política na saúde tem que ter como foco cinco grandes ações como, organizar o atendimento de urgência nos pronto-atendimentos, unidades básicas de saúde e nas equipes do Programa Saúde da Família. Estruturar o atendimento pré-hospitalar móvel (SAMU 192). Reorganizar as grandes urgências e os pronto-socorros em hospitais. Criar a retaguarda hospitalar para os atendidos nas urgências e estruturar o atendimento pós-hospitalar. Assim exposto, requer a manifestação justificada por parte do prefeito, porque até então, ninguém sabe o que de fato está acontecendo. O prefeito José Maria recebeu a prefeitura com R$ 28 milhões de reais em caixa, a quitação de todos os precatórios inclusive dos deixados por ele em três administrações, as contas em dia e aprovadas, uma frota de veículos zero antes nunca vista numa administração em Ibiporã, com 34 novos veículos, inclusive duas ambulâncias zero km, uma delas avançada. Logo não dá para entender o que está acontecendo com o aparente desmonte na saúde, e na sua prestação de serviço.

    Ausência de um Conselho mais atuante e independente

     O Conselho Municipal de Saúde que antes era atuante, aparentemente hoje comunga apenas com o prefeito e suas atitudes limitando-se apenas a sacramentar uma pauta que já chega pronta (por suposta imposição). É a chamada contramão. Antes a reunião era para discutir os assuntos que iriam para a pauta de execução de atividades. Hoje a pauta de execução de atividades chega pronta, como o prefeito quer, apenas para aclamação da maioria e sua aprovação, podando opiniões dos membros que tinham voz e, tentando inclusive, impedir a imprensa de acompanhar as reuniões que são públicas. A política implantada desde o início desta gestão, agregou membros indicados (alguns da panelinha da campanha) e do ponto de vista do interesse público, está longe de suas reais atribuições. É o chamado Conselho para “inglês ver”! Desde o drástico corte dos medicamentos, limitando-se a mísera oferta do SUS, não se viu deste Conselho, uma cobrança efetiva do executivo a atender a população carente. E quem se atreve a “bater de frente”, corre o risco de ser “convidado” a retirar-se ou ficar calado. Conselhos pela sua essência devem possuir autonomia política administrativa como reza a Resolução 453/2012. Mas, ao que parece, teve gente que faltou nesta aula.  Infelizmente nesta gestão não se observa significativos avanços em sua ação, quanto ao processo de formulação e controle da política pública de saúde. Não há dúvida que onde impera administração antidemocrática, pautada no coronelismo,  os conselhos ainda enfrentam obstáculos, a falta de identidade e o não-exercício do seu caráter deliberativo. E nem sempre a causa é precárias condições operacionais e de infraestrutura ou falta de regularidade funcional, mas outros fatores como inoperância, ausência de identidade, falta de transparência nas informações da gestão pública; dificuldade e desmobilização para a formulação de estratégias e políticas para a construção do novo modelo de atenção à saúde. Isto tudo reflete para a sociedade como baixa representatividade e legitimidade de seus representados.

FONTE/CRÉDITOS: Assessoria de Imprensa/Câmara Municipal de Ibiporã
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