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Quarta-feira, 29 de Maio de 2024
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Suspeita de merenda escolar financiar campanha do atual prefeito ainda é uma incógnita

José Maria Ferreira foi denunciado pelo Ministério Público em compra milionária pelo Fundepar

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Suspeita de merenda escolar financiar campanha do atual prefeito ainda é uma incógnita
Divulgação/Fundepar
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    Passados três anos em que o Ministério Público e o Gaeco Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado receberam denuncias contra o atual prefeito José Maria Ferreira, o desenrolar das investigações ainda é desconhecido pela sociedade.
   Segundo o Paraná Portal, do grupo UOL de Notícias, o prefeito de Ibiporã, José Maria Ferreira, ex-presidente do Fundepar, foi denunciado por usar recursos para a compra milionária de merenda escolar de uma empresa de Ibiporã.  O Fundepar é uma instituição sediada em Curitiba. José Maria foi nomeado pelo governador para presidir o Instituto após apoiá-lo ao governo.

   A reportagem do jornalista Pedro Ribeiro, aponta que parte do dinheiro (R$ 4 milhões de reais) teria sido supostamente desviado para sua campanha eleitoral, objeto cuja investigação estaria em segredo de Justiça.  A denúncia foi feita com base em um contrato de dispensa de licitação, assinado por José Maria e por Nelson Rossato Junior, empresário de Ibiporã e proprietário da D’Mille Alimentos. A dispensa de licitação foi feita no dia 05 de maio de 2020.
    A reportagem abordou que "José Maria concorria a prefeitura de Ibiporã naquele ano, e chegou a cogitar escalar Nelson Rossato Junior como vice-prefeito. Em agosto daquele ano, Rossato confirmou essa intenção nas redes sociais e agradeceu José Maria pelo convite e “companheirismo”. Tudo isso, três meses depois da assinatura do contrato milionário entre a empresa de Rossato e o Fundepar, que a época era presidido por José Maria, que coincidentemente também é de Ibiporã e já tinha manifestado a intenção de disputar a prefeitura da cidade. No vídeo em sua rede social, José Maria deixa claro que Rossato era apoiador de sua campanha e que estariam juntos em sua caminhada".
    Segundo o Portal de Notícias do UOL, o Fundepar já era “porta aberta para corrupção”. “Não é a primeira vez que a Fundepar é vítima de corrupção, sendo que em outras ocasiões como na operação quadro negro os valores pagos não eram condizentes com a quantidade de insumos adquiridos. Agora o MP irá investigar se parte dos recursos da merenda foram desviados”, aponta o texto. 

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Depósito de merenda escolar do Fundepar

    No caso do Fundepar, o instituto poderia ter selecionado entre milhares de empresas em todo o Paraná para efetuar a compra da merenda. Mas logo uma empresa de Ibiporã, mesma cidade em que mora o então presidente, foi escolhida para atender o fornecimento.
    Conforme o embasamento da denúncia, há suspeitas de que parte do dinheiro pago pelo governo na compra da merenda escolar tenha sido direcionado para o financiamento da campanha de José Maria em Ibiporã. Ele concorreu pelo PSD, mesmo partido do governador Ratinho Junior. “Nas redes sociais, é mútuo o carinho de Nelson Rossato com José Maria, que lhe proporcionara o contrato milionário”, apontou Ribeiro ao comentar: “Normalmente, uma dispensa de licitação só pode ser feita com valores menores, e conforme decreto vigente, no máximo de R$ 100 mil, desde de que destinado exclusivamente para o enfrentamento do covid-19. São raras as hipóteses de dispensa de licitação sendo que a regra exigida pela lei é a abertura de licitação, onde todas as empresas interessadas possam vender para o governo, e não aquela escolhida pelo gestor como aconteceu neste processo.  A prática mais habitual nesse tipo de crime (corrupção) é que a empresa emita uma nota fiscal com valores maiores do que de fato está vendendo, e repasse parte do dinheiro em espécie de caixa 2 a agentes políticos”, finalizou.
   Ano que vem é ano eleitoral e pelo que se percebe, o “modus operandi” pode ser o mesmo o que requer transparência. Desta feita, aparentemente há suspeita de que trocou-se a merenda escolar, por “paver”.  Onde está a Câmara Municipal para fiscalizar?

A saga dos “pavers” na mira da Justiça

        Já é de conhecimento desta editoria que o GEPATRIA, Grupo Especializado na Proteção do Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa do Ministério Público já vem investigando.  Até porque, enquanto o prefeito ainda no Fundepar, já substituia as calçadas no entorno das escolas do estado, por paver, como em Ibiporã, esta relação pode vir de longa data.

Ibiporã: única cidade do Brasil onde se retira "paver" em perfeito estado para se colocar "Pavers" 

    Uma mesma empresa em nome da mulher de um ex-funcionário do Estado, (DER) residente em Ibiporã teria homologado quatro das cinco licitações na contratação de “pavers” totalizando R$ 6.334.942,60 (Seis milhões, trezentos e trinta e quatro mil, novecentos e quarenta e dois reais e sessenta centavos. Os processos administrativos que comprovam os valores cumulativos estão no Portal da Transparência com os N°s 7863/2022, 7905/2022, 6391/2022 e 7236/2021. 

   Outra coincidência, é que o mesmo cidadão já foi ex-secretário municipal em Ibiporã e bem relacionado com prefeitos e ex-prefeitos da região dado ao seus anos de serviços prestados pelo D.E.R.  Resta saber quem é o fabricante dos pavers, e quem são os fornecedores para a empresa intermediária uma vez que é grande a concorrência. Afinal, é muito dinheiro desprendido numa só ação e para um só fornecedor em véspera de ano eleitoral, curiosamente, de empresário de ibiporã novamente ligado ao prefeito.

  Uma segunda empresa, venceu outra licitação de R$ 591 mil reais para uma calçada em "paver" no entorno da quadra do Jardim Santa Paula.  Ou seja, são quase R$ 7 milhões de reais só em paver, até aqui. E ainda há a segunda etapa do "calçadão da felicidade" que seguirá da Praça Pio XII até o final da avenida Santos Dumont. Onde estão os vereadores de Ibiporã que não pedem informações sobre o assunto? 

FONTE/CRÉDITOS: Paraná Portal/UOL/Portal Folha
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