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Domingo, 2 de Junho de 2024
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Solenidade Cívica no Samae agrega puxa-sacos do prefeito e divide servidores da autarquia

Falta de visão na administração do sobrinho, divide empresa entre administrativo e operacional

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Solenidade Cívica no Samae agrega puxa-sacos do prefeito e divide servidores da autarquia
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   Que a administração do Samae, (que tem no comando o sobrinho do prefeito e primo da vice prefeita) em cargo comissionado, é capenga e carente de profissionalismo na área, todo mundo já notou.  Servidores de carreira no administrativo não se cansam de observar tanta incompetência reunida numa sala só. O diretor presidente da autarquia, Gustavo Toneli de Sá, não é do ramo e sequer tem habilidade para lidar com as questões de recursos humanos, reclamam os servidores de carreira, alguns até injustiçados pelos anos de casa sem oportunidade de promoção por merecimento porque o cargo é politico. E nele o prefeito emprega o parente.

    Até aí, tudo bem, mas é patente que o moço não tem iniciativa, e não toma uma decisão sem consultar o tio.  E são nos detalhes pequenos que os servidores percebem que desde a sua chegada, existe um tratamento diferenciado entre os servidores administrativo dos operacionais.     Tais fatos já levaram alguns servidores a denunciar abusos, perseguição política, prática de bullying entre outros. Ainda há pouco esta manhã, em solenidade na "Semana da Pátria", professores da chamada "panela" do secretário levaram dois ônibus de crianças até a sede da autarquia para cantar o Hino Nacional. Na solenidade, meia dúzia de puxa-sacos do prefeito além da vice prefeita e servidores da ala administrativa.

  Há informação de que os servidores do Setor Operacional mais uma vez ficaram de fora por falta de "tato administrativo", ou discriminação mesmo dos demais servidores dividindo o Samae em duas empresas. O administrativo e o Operacional. São pequenos detalhes que numa gestão pública municipal não deveria ocorrer, como de fato em outras administrações isto não ocorria.  Para alguns servidores de carreira ocorre no Samae  diversas formas de discriminação nas relações de trabalho, incluindo exemplos já denunciados ao sindicato e a justiça. Aparentemente inexiste o princípio da isonomia e do princípio da igualdade de tratamento, também conhecido como princípio da não-discriminação, à luz da legislação trabalhista e constitucional desde que Toneli de Sá assumiu.

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  Por fim, estas pequenas e desastradas ações sugerem formas de discriminação, em natureza do trabalho ou retaliação porque é patente que no Operacional poucos aceitam ter um "inexperiente" no comando. A luz da jurisprudência e legislação vigente no Brasil, busca-se explicar a vontade da lei em reprimir todas as formas de discriminação decorrentes do ambiente de trabalho, citando todas as leis pertinentes à cada tipo de discriminação, inclusive, Convenções da Organização Internacional do Trabalho, devidamente ratificadas.

   Há que se perceber que servidores são vitimados pela falta de princípio da igualdade de tratamento nas relações de trabalho, sob a ótica dos Direitos Fundamentais, pois, o princípio em foque, tem relação íntima com o princípio da igualdade, constitucionalmente resguardado. Mesmo que seja para uma simples cerimônia cívica. Assim, as consequências jurídicas e o efeito social causado por esta prática recorrente de tempos para cá, macula a imagem da administração de uma empresa que já foi modelo.  Contudo, passou da hora do senhor prefeito atentar para estes detalhes, uma vez que também é sua responsabilidade combater a discriminação no âmbito das relações de trabalho, uma vez que por tratar-se de ciência humana, é tarefa ardilosa para os servidores, tolerarem tal situação.

FONTE/CRÉDITOS: Ely Damasceno/Folha Portal
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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