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Domingo, 2 de Junho de 2024
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Sem ambulância adequada, paciente com transtornos psiquiátricos, foge e é abandonado em Curitiba

Após quase trinta dias perdido, é localizado depois ser atropelado por um caminhão em Ponta Grossa

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Sem ambulância adequada, paciente com transtornos psiquiátricos, foge e é abandonado em Curitiba
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     A saúde em Ibiporã é alvo de mais uma denúncia que deve chegar ao Ministério Público essa semana. Não obstante o circo montado na Câmara Municipal para “blindar” a secretária de saúde Leiliane de Jesus Lopes Vilar, de ser interpelada pelos vereadores que a convocaram, por conta de inúmeras reclamações de falhas que o serviço em Ibiporã apresenta, surge mais uma denúncia absurda.
    A secretaria de saúde é a responsável pela perda de um paciente com transtornos mentais em Curitiba que ficou desaparecido por quase trinta dias, e o assunto ficou escondido. Sem ambulância apropriada, acompanhado por um enfermeiro e um segundo motorista, a idosa, mãe do paciente relata que faltou cuidados para o quadro que a situação exigia.    Pacientes com quadro de transtornos mentais em situações de emergência, deveria estar sendo conduzido em uma ambulância psiquiátrica, com uma equipe especializada em saúde mental, que é treinada para lidar com pacientes que apresentam comportamentos com surtos de pânico, violentos ou agressivos.  Em Ibiporã? ...só que não!

Familia humilde e carente
    Através do CAPS, o paciente Carlos Eduardo da Silva, saiu de Ibiporã com destino a Curitiba para internamento psiquiátrico.  Em companhia da mãe, a idosa Celina Maria de Jesus Silva, que tem mais dois filhos com problemas semelhantes e vive em condições de fragilidade social. 
   A mãe relatou que ao chegar em Curitiba, e o carro parar num semáforo, o jovem ficou agitado e entrou em pânico dizendo que não queria morrer.  Num vacilo do motorista, o paciente retirou a chave da ignição do veículo e jogou pela janela sobre o canteiro central.  
   Ao que o motorista desceu procurar a chave, o paciente se evadiu pelas ruas e não foi mais visto. Embora as autoridades policiais tenham sido informadas, o rapaz não foi encontrado e foi dado como desaparecido.     
   Sem documentos, sem dinheiro e relegado própria sorte. Sem recursos e condições de ficar em Curitiba, a idosa, mãe do paciente retornou com o motorista, e o assunto ficou sob sigilo.

Incompetência
     Uma pessoa que está sendo transferida para ser internada numa clínica psiquiátrica para tratamento, requer no mínimo uma consideração emergencial, pois quaisquer distúrbios que sinalizam alterações na personalidade do indivíduo seja nos pensamentos, nos sentimentos, nas ações ou nos comportamentos requer atenção redobrada. E qualquer profissional de saúde sério e competente, sabe disso. Menos quem está comandando a secretaria de saúde. Sinteticamente, são condições clínicas deste paciente exigia não só a necessidade de tratamento rápido mediante o risco para aqueles do seu convívio familiar ou social, mas até para o próprio motorista que o conduzia num caso de surto. E se o veículo estivesse em movimento? O rapaz viaja no banco da frente com o motorista, outro absurdo.

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Paciente é encontrado numa UPA em Ponta Grossa

 Dado ao fato da Policia Civil ter divulgado fotos de Carlos Eduardo em cartazes de desaparecidos, surge a notícia para a família de que o rapaz foi reconhecido e encontrava-se internado numa UPA em Ponta Grossa. No meio tempo em que a família se deslocava para buscá-lo, chega a notícia que havia desaparecido novamente. Mas foi por pouco tempo.

   Carlos Eduardo havia fugido nú do hospital e acabou sendo atropelado por um caminhão, sendo socorrido e levado ao Hospital Regional de Ponta Grossa.  A mãe então buscou novamente o CAPS de Ibiporã que providenciou transporte, mais uma vez inadequado para um paciente com trauma de quadril que exige cirurgia imediata.
   O motorista  Fábio Alessandro Giroldo, promovido pelo prefeito como chefe de frota, ex-motorista da saúde deveria saber que o veículo que utilizou, não era adequado para transporte de paciente com fratura de quadril.   Uma vez mais, fica evidenciado o descaso no transporte de um cidadão cuja família de origem simples e de situação vulnerável, dependende do serviço social. 
   Será que se fosse numa situação inversa, de uma família abastada (dessas que se valem de cargos de confiança para beneces da família), ou de gente influente na sociedade, não seria disponibilizada uma ambulância adequada? E desta feita, foi só o motorista e a idosa, mãe do paciente quando era necessário acompanhamento de enfermagem, no mínimo. O caso será levado ao conhecimento da Promotoria de Justiça a fim de apurar responsabilidades.

 

FONTE/CRÉDITOS: Programa J. Campos Notícias/Grupo Play de Comunicação
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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