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Folha Regional Online

Domingo, 2 de Junho de 2024

Saúde

Reforma nas UBSs ao mesmo tempo sobrecarrega unidade da Vila Esperança

Para complicar ainda mais a situação, servidores em folga teriam ficado com chave da unidade e o povo na rua

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Reforma nas UBSs ao mesmo tempo sobrecarrega unidade da Vila Esperança
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   A iniciativa do município em promover as reformas necessárias nas UBSs de Ibiporã, está desencadeando uma série de reclamações de servidores da saúde e da própria população.  Fomos procurados esta manhã por uma servidora que pede para não ser identificada, que a situação está passando de crítica para insuportável.  Ninguém suporta mais as "cagadas da madre superiora", assim referida a chefia de coordenação dos postos desde que iniciada algumas mudanças com o aval do prefeito José Maria.

    Esta manhã, segundo a informante,  a unidade de saúde da Vila Esperança, que está recebendo a população assistida nas UBSs em reforma (La Fontaine e Bom Pastor) ficaram na rua, por conta de servidores de folga por banco de horas, estarem de posse das chaves da unidade. Dezenas de munícipes que tinha agendamento logo pela manhã, tiveram que esperar por cerca de uma hora até que o problema fosse resolvido. O mesmo problema já havia ocorrido no Posto Central há poucos dias.

"Não sei dizer se foi por falha de comunicação ou por incompetência mesmo. Mas o fato é que este tipo de ocorrência não pode acontecer especialmente numa unidade de saúde", diz a servidora que entende como um desrespeito a população. Ela reclama também pela transferência sem justificativa de uma das enfermeiras mais dedicadas da UBS para a unidade da Taquara do Reino. Ela conta que é grande o número de cidadãos que estão procurando a UBS da Vila Esperança por conta das reformas e, embora os servidores deste locais estejam trabalhando também ali, a demanda é grande.  A UBS não comporta todo mundo, não há sanitários satisfatório para atender a população e servidores. Enfim relata que a situação é desumana. "Só há um sanitário na sala de G.O. onde fica o médico. Se der um desarranjo em alguém será um deus nos acuda"", aponta.

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    Outro impasse é a questão de coordenação das unidades por pessoas colocadas a responsabilidade sem condições, apenas por "agrado político ou por cumplicidade", porque a legislação não seria específica sobre um auxiliar de enfermagem ser "chefe de posto".  "Geralmente deveria ser uma Enfermeira Concursada mas há algumas UBSs que são coordenadas por técnico de enfermagem por ingerência política. Isto não quer dizer que os mesmos não estejam capacitados para tal, pois há algumas exceções que não podemos ignorar", relata a servidora.

   "Reformar várias unidades de saúde de uma só vez, e justamente em ano político é um tiro no pé pelo prefeito. Dá a impressão que é inexperiente, que não tem capacidade administrativa, que não tem compreensão dos contratempos que isto está provocando na população e que sua secretaria de planejamento, na prática, não funciona. Não sei o que acontece com o prefeito, mas fato é que um administrador com sua bagagem na política, jamais poderia permitir chegar numa situação que só denigre sua atual administração. E isso pode esperar que a população vai cobrar nas urnas este ano", finalizou

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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