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Moradores pedem providências para terreno abandonado do município 

Não tem muro, calçada e meio fio e está tomado pelo mato, roedores, insetos peçonhentos e sujeito à dengue

Moradores pedem providências para terreno abandonado do município 
Folha Portal/Ely Damasceno
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Moradores pedem providências para terreno abandonado do município 

Não tem muro, calçada e meio fio e está tomado pelo mato, roedores, insetos peçonhentos e sujeito à dengue

    Moradores das imediações da rua Acir Torquato Leite, no Conjunto Domingos Moya não sabem mais o que fazer em relação a um terreno, que pertence à prefeitura de Ibiporã que se transformou em pasto de animais, e galeria de água pluvial a céu aberto. A cada chuva que cai, o grande volume de enxurrada que vem dos bairros mais altos como o Jardim Casagrande, desce pela rua Iguaçu, cujas bocas de lobo não dão conta, ou encontra-se entupidas vindo a água a adentrar no terreno da prefeitura.
     Este lote, que há muito já vem sendo motivos de reclamação e motivo de vários protocolos na prefeitura pedindo providências do poder público para que proceda a execução de uma mureta de contenção, calçada e meio fio, além é claro da capina do mato, é roçado apenas pelos cavalos soltos que comparecem por lá. Uma vergonha.


    O vizinho da esquina debaixo, é uma das vítimas da situação do terreno. Segundo ele, sua casa está com as paredes trincadas e no ano passado, a enxurrada derrubou seu muro e invadiu o quintal provocando grande prejuízo com o deslocamento de sua piscina e destruição de sua área de lazer. “Já tive que fazer diversas reformas para a casa continuar de pé. Até mesmo reforçar o mudo de arrimo porque o volume de água que entra pelo terreno da prefeitura e corre encostado no muro, já formou uma valeta que fica mais funda a cada chuva. Além do problema das chuvas, o mato que toma conta também atrai todo tipo de insetos peçonhentos e roedores. Sem falar nos cavalos que andam soltos pela cidade e param aqui, para revirar lixo quando o mato do terreno está seco ”, reclama o cidadão.
    O terreno encontra-se em situação de declive e também é alvo de descarte de entulhos e lixos. Quando chove os detritos são empurrados ladeira abaixo pela rua Acir Torquato invadindo outros quintais ou deixando a rua coberta de dejetos que ficam ali por dias.
Os moradores da localidade gostariam que a prefeitura desse um jeito na situação, sugerindo que a administração poderia construir uma praça para o lazer dos moradores, com uma academia ao ar livre, por exemplo. “Hoje isso aqui só serve de estábulo, local para acumular lixo, ratos baratas, escorpiões e mosquitos da dengue. É uma sujeira só na nossa porta a cada chuva. E a sujeira fica aí, ninguém vem limpar”, reclama outra moradora.


    A casa ao fundo já teve o muro derrubado, o quintal invadido pela lama e a área de lazer destruída

Diante da indiferença da prefeitura em responder os protocolos, a população local espera que o  Ministério Público emita recomendação administrativa ao prefeito de Ibiporã para que o Município tome providências em relação a este e aos inúmeros terrenos na área urbana que não têm recebido os cuidados desta administração, conforme já denunciou o vereador Gilson Mensato em vários documentos na Câmara.
    Eles esperam que a Promotoria de Justiça da comarca, elabore a instauração de procedimento administrativo que constate as deficiências reclamadas já denunciadas pelo vereador com relação a existência de inúmeros lotes e terrenos baldios na área urbana da cidade que, além de não cumprirem sua função socioambiental, têm contribuído para a proliferação de insetos transmissores de doenças.

    Na verdade, chamar só o prefeito à responsabilidade é pouco. Além dele a responsabilidade também deve recair sobre os secretários municipais de Saúde, Meio Ambiente, Procuradoria Jurídica e Obras e Urbanismo. Se o cidadão tem a obrigação de fechar e zelar pelos seus lotes com a execução de calçada e meio fio, além da capina, porque o poder público não?

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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