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Sexta-feira, 20 de Setembro de 2024
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Finalista na ginástica rítmica, Babi Domingos diz que entrou no esporte inspirada por Daiane dos Santos

Curitibana alcançou feito inédito para a modalidade no Brasil ao conquistar uma vaga na final olímpica.

Hatsue Kajihara
Por Hatsue Kajihara
Finalista na ginástica rítmica, Babi Domingos diz que entrou no esporte inspirada por Daiane dos Santos
Daiane dos Santos e Barbara Domingos no início dos anos 2000 em Curitiba Arquivo pessoal/REUTERS/Hannah Mckay
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      A curitibana Bárbara Domingos, de 24 anos, que conquistou uma vaga na final do individual geral na ginástica rítmica nas Olimpíadas - algo inédito para a modalidade no Brasil, diz que decidiu entrar no esporte inspirada por uma referência da época: Daiane dos Santos.  Em entrevista a reportagem, Babi Domingos, como é conhecida, iniciou a vida esportiva na ginástica artística, onde Daiane fez história, logo aos cinco anos.

    As duas se encontraram quando a Confederação Brasileira de Ginástica tinha sede na capital paranaense. "Eu comecei na ginástica artística com cinco anos, na mesma época do Pan de Ginástica no Rio. Eu a vi e falei: quero fazer ginástica. E lá em Curitiba tem poucos centros de ginástica, tanto que eu comecei em uma praça da prefeitura. Dois meses depois fiz um teste para entrar na equipe e, nesse ano, a CBG (Confederação Brasileira e Ginástica) era em Curitiba, a seleção de ginástica artística treinava lá. Quando eu fui pro centro de treinamento de alto rendimento lá, já dei de cara com a Daiane do Santos. Foi muito legal".

   Quando completou seis anos, Babi mudou para o modelo rítmico e afirma que também foi inspirada por Daiane ser negra, assim como ela. "Meu pai é negro e minha mãe é polaca do olho claro. Infelizmente, desde criança, a gente vê essa diferença na ginástica. A Daiane me inspirou muito. E eu poder inspirar outras ginastas também, não tem como explicar. É saber que todo mundo que pode estar ali. Tem ginastinhas também que pensam assim: “Poxa, vida. Será que vou chegar?” Chega, sim. É só treinar bastante, confia que vai dar certo", disse a reportagem.    A final do individual acontece nesta sexta-feira (9), às 9h30, no horário de Brasília. Antes, às 5h, acontecem as classificatórias do conjunto, onde o Brasil é representado pelas ginastas Deborah Medrado, Maria Eduarda Arakaki, Nicole Pírcio, Sofia Madeira e Victória Borges.

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Conquistas e frustrações

     Ao longo dos anos, Barbara foi acumulando medalhas, mas ganhou destaque de vez em 2019, quando foi prata na fita nos Jogos Pan-Americanos de Lima. No mesmo ano, registrou a – até ali – melhor participação de uma brasileira em Mundiais de Ginástica Rítmica, fechando em 31ª. Depois disso, porém, uma lesão no quadril em 2020 a deixou fora por cinco meses. A pandemia adiou as Olímpiadas de Tóquio e mudou a classificação, deixando Babi fora. Ainda em 2021, a volta por cima ao ser a primeira brasileira finalista de um Mundial de Ginástica Rítmica. Ela fechou a participação em 13º. "Foi um dos primeiros sonhos que eu realizei, deixar meu nome registrado no mundo", disse em entrevista no ano passado.

   Porém, logo depois, Bárbara precisou fazer uma cirurgia no quadril. Ficou fora de treinos e competições por seis meses, no momento mais difícil da carreira. Volta por cima e feitos inéditos Os anos seguintes marcaram os melhores resultados de Babi. Ela ficou em 11º no individual geral no Mundial em 2023, além de chegar à final de maças, feito inédito para o Brasil.

   Os resultados garantiram a vaga nas Olimpíadas de Paris. Ainda no ano passado, conquistou ainda três ouros (no individual geral, bola e fita) e duas pratas (arco e maças) no Pan de Santiago, mais uma conquista única no país e se tornando a maior medalhista brasileira nos Jogos. Em 2024, ganhou o ouro no individual geral no Pan-Americano de Ginástica Rítmica. No último teste antes de Paris, ficou com bronze na etapa da Copa do Mundo, na Romênia. 

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/g1PR/
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Hatsue Kajihara

Publicado por:

Hatsue Kajihara

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