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Devagar quase parando, obra "segue cronograma" que ninguém viu

Apenas dois servidores trabalham em ritmo acelerado na terraplanagem das margens

Devagar quase parando, obra
Folha Portal/Ely Damasceno
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    É uma situação incômoda, não há como não admitir os reclames da população pela demora nas obras do Lago Beltrão Park. Só nesta gestão já se foram 13 meses com muita poeira, ruas com trânsito impedido, e um lago que insiste em não encher. Ano passado as obras basicamente foram para desassorear o fundo do lago que não alcançou a profundidade desejada até porque esbarrou numa laje de pedra. Muito barro foi retirado e hoje devagar, quase parando, as obras seguem em ritmo de “empurra como dá”.
    No entorno do lago (lado norte) onde não está acontecendo a terraplanagem na margem, o mato está tomando conta. Apesar do contraste bonito entre o espelho d’água e a mata preservada, (onde até parece um lago), a obra está anos luz do projeto original que já era para estar concluído não fosse politicagem.


     A demora aborrece os moradores do entorno, principalmente as donas de casa que não vencem limpar os ambientes e não podem colocar a roupa no varal. Neste dias de estiagem, a poeira aumenta muito como também provoca o risco de doenças respiratórias. Um lugar que era para ser aprazível e ponto de encontro da população para prática de caminhada aos finais de tarde, torna-se motivo de reclamação e desconforto.
    O nível da água do lago ainda não foi suficiente para transpor a barragem pelas galerias que estão servindo de atrativo para o descarte de lixo, que já vem ocorrendo. Mesmo que não venha a ser uma obra definitiva, como está parecendo que vai não acontecer ao menos a manutenção no corte do mato no entorno deveriam estar em dia.

     Nossa reportagem esteve no lago na tarde de ontem e constatou que apenas dois servidores estavam trabalhando. Um no transporte de terra com caminhão, e outro na máquina de terraplanagem. Ambos confortavelmente em suas cabines fechadas com ar condicionado. Ao menos isso, porque do lado de fora, em meio ao poeirão, tinha um sol para cada um nos 37 graus das 14h30.
    É certo que o serviço demanda um considerável volume de recursos, dado a necessidade de muitas horas máquinas e viagens de caminhão basculante, mas ninguém sabia até aqui, que existia um cronograma para esta obra traçado nesta administração.  Até onde se sabe, a vice-prefeita tem dito que o mesmo vem sendo cumprido, mas ninguém ainda viu. Enquanto isso a população deve ir se contentando em apreciar o pequeno canto do bosque que já é visitado por várias espécies de aves aquáticas como marrecas, quero-quero, e até uma garça faz sua graça por lá nos finais de tarde.

     Quanto aos quiosques, pista de caminhada, playground e outros atrativos prometidos, pelo andar da carruagem vai ficar apenas da utopia.           Que não venha ser um novo lago norte, fadado ao abandono por mais de 30 anos. Tem gente que já comprou caiaque e para usá-lo tem que ir a Londrina, no Igapó porque no Lago Beltrão Park quando entra na água, atola. “É uma pena, um lugar que prometia, não tem sequer água suficiente para a prática de caiaque”, reclamou o estudante de arquitetura Ricardo Figueiredo Silva. A expectativa para finalização do lago é grande, para a população e a pergunta é; para o poder público também? Para os moradores, a expectativa é que, com um novo ponto turístico, haja uma valorização dos terrenos no entorno da obra. Mas se acabar fadado ao abandono como o Lago Norte, tomado pelo mato, isso pode acabar se tornando uma decepção sem tamanho.

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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