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Quinta-feira, 29 de Fevereiro de 2024
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Negócios

Com dívidas de R$ 500 milhões, Frigorífico Rainha da Paz pede recuperação judicial

Empresa imergiu em dívidas e se declarou incapaz de honrar compromissos.

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Com dívidas de R$ 500 milhões, Frigorífico Rainha da Paz pede recuperação judicial
Divulgação/Arquivo
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O frigorífico Rainha da Paz, em Ibiporã, entrou na justiça com pedido de recuperação judicial na última segunda-feira (17). A empresa parte do RPF Group alegou dívidas que superam a cifra de R$ 500 milhões, com fornecedores, bancos e impostos. Na terça-feira (18) a Polícia Militar foi chamada na sede da planta industrial do frigorífico em Ibiporã, na região metropolitana de Londrina. Um produtor rural de Goiás foi ao local para cobrar uma dívida de R$ 3 milhões em sacas de soja que foram vendidos para a empresa.

Em uma mensagem enviada à reportagem, o produtor alegou prejuízos e disse que a companhia não dava nenhuma explicação diante das sucessivas tentativas de cobrança. Ele também alegou que foram 15 mil sacas de soja entregues no frigorífico.  O Rainha da Paz, embora tenha sua planta em Ibiporã, tem sede em Londrina e origem em Rolândia. A empresa familiar foi criada em meados dos anos 90 e em 2005 adquiriu a unidade em Ibiporã, onde opera até hoje em unidade própria.

Em uma mensagem enviada à reportagem, o produtor alegou prejuízos e disse que a companhia não dava nenhuma explicação diante das sucessivas tentativas de cobrança. Ele também alegou que foram 15 mil sacas de soja entregues no frigorífico.

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O Rainha da Paz, embora tenha sua planta em Ibiporã, tem sede em Londrina e origem em Rolândia. A empresa familiar foi criada em meados dos anos 90 e em 2005 adquiriu a unidade em Ibiporã, onde opera até hoje em unidade própria.

   Na petição apresentada à Justiça, o RPF Group se diz incapaz de honrar com os débitos e atribui o descontrole econômico ao aumento no preço de insumos e a uma crise aguda que atinge o mercado de suínos. A empresa também teme que a insolvência resulte em demissões em massa, já que mensalmente são R$ 7,6 milhões em custos com funcionários e impostos trabalhistas.

   De acordo com o advogado Ricardo Jorge Rocha Pereira, que representa o frigorífico, a dívida com fornecedores soma R$ 237 milhões, e outros R$ 201 milhões são devidos aos bancos. Para cobrir o rombo nas contas, o Rainha da Paz tomou empréstimos e acabou acentuando ainda mais a crise financeira pela qual passa a empresa. Junto ao valor espantoso, inclui-se ainda mais R$ 91 milhões em débitos tributários.

Na petição, a empresa manifesta risco até mesmo no encerramento das atividades por completo, e justifica a recuperação judicial. Apesar do momento delicado, a empresa tinha bons planos para 2022 e esperava ampliar a exportação da carne suína. O frigorífico, que emprega 1,6 mil funcionários, criou a expectativa de atingir 30% do volume da produção direcionada ao mercado externo. A guerra na Ucrânia e a consequente disparada dos grãos e a retração do mercado consumidor da China adiou os planos e jogou o grupo na situação de calamidade. A Justiça ainda não julgou o mérito da causa sobre o pedido de recuperação fiscal, que continua em apreciação pelo judiciário.

FONTE/CRÉDITOS: https://24h.com.br/economia/Dereck Fernandes
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