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Folha Regional Online

Domingo, 2 de Junho de 2024

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A causa animal como “bandeira de campanha” e “palanque eleitoral”

Quem se dedica realmente a causa animal, não faz propaganda nem conchavo político a troco de promessas

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
A causa animal como “bandeira de campanha” e “palanque eleitoral”
Rede Social Pessoal/Dra. Carolina Sacca
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   Durante as campanhas eleitorais, é muito comum nos deparamos com candidatos expondo fotos com animais. Porém, muitos não possuem nenhuma ligação com a causa animal e se utilizam desta pauta, que é muito popular, para ganhar votos! Outros fazem da causa animal, bandeira de campanha e palanque eleitoral. Depois de eleitos, pouco fazem ou nada conquistam pela causa. Alguns até fazem conchavo político em nome da “nobre causa animal”, mas nada de efetivo, prático ou solução definitiva se vê para os problemas a não ser  promessas.  

   Felizmente, muitos outros já fazem parte deste universo, como protetores ou como profissionais/gestores que lidam com o tema no dia a dia, sem alarde e sem promoção pessoal. E porque estamos abordando este tema?
    Corre boatos em rodinhas de ti-ti-ti nas redes sociais, que alguém tem intensão de se promover com a causa animal. E não estamos falando de quem já é dono dessa bandeira, até porque não há o que falar, visto que além de promessas, não se viu resultado na prática até agora, e tal argumento deve se repetir na eleição de 2024 em busca de reeleição.
    Geralmente quem se dedica realmente a causa animal, fica no anonimato. E em Ibiporã há várias pessoas que se dedicam a causa animal, sem interesses politiqueiros. E, pelo fato de ter em suas redes sociais, fotos que ilustram seus apegos aos animais, parece incomodar quem usa a causa para se autopromover.

   

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Logo as críticas geralmente por encomenda, com intensão de denegrir ou atingir estas pessoas começam a surgir.
    Portanto, alertamos a todos para que tomem cuidado com estes candidatos oportunistas ou com políticos que estão se recandidatando com a “bandeira” da causa animal sem nunca terem feito politicamente, nada efetivo por eles que mereça reconhecimento da sociedade.

 

    Analise o histórico do candidato, independentemente de ser novato ou veterano na política. Se já é um político, pesquise qual foi sua trajetória, quais projetos de lei (PLs) apresentou, se foram projetos factíveis e relevantes, quais foram aprovados, ou seja, qual foi seu trabalho relacionado aos animais durante mandato.  Dizer ter experiência com a causa animal não é tudo. Pode ser alguém da área técnica, como veterinário, biólogo, advogado, entre outras, ou alguém que tenha experiência profissional com áreas relacionadas a saúde da causa animal, como manejo de populações de cães, gatos, gestão de fauna silvestre, combate aos maus-tratos, tráfico de animais silvestres, bem-estar de animais de fazenda e direito animal.  

 

   E ibiporã possui vários profissionais liberais, que se incluem nesta causa, sem buscar proveito político. E aqui, abrimos um parêntese para falar sobre uma pessoa que há anos, se dedica a acuidade animal, sem autopromoção. No entanto, em virtude de vir sendo citada de forma provocativa e mal intencionada nas redes sociais por pessoas mal informadas, mal intencionadas e sem nenhum compromisso com a verdade, se faz necessário mostrar seu trabalho e sua relação aos animais.


    Estamos falando de Dra. Carolina Sacca. Mas do que uma defensora da causa animal, uma apaixonada por “pets”. Sua casa, é um mini zoológico. Além do tanque de cágados e outras espécies de tartarugas na frente da residência, um segundo tanque exibe lindas carpas japonesas.  Um papagaio divide espaço dentro de casa com “bem-te-vís”, acostumados a entrar e sair pela janelas como mascotes criados deste filhotes.   Nos quintais, seja de sua residência ou de seu laboratório, inúmeros cães resgatados das ruas, recebem tratamento veterinário, medicação e até guarda-roupa.   Depois disso, muitos cães e gatos já receberam tutores responsáveis. E Carolina Sacca nunca se promoveu pessoalmente ou seu laboratório com isso!  Sua rede social pessoal, ilustra seu amor pelos animais e a invasão de sua privacidade com má intenção, é passível de providências cabíveis na esfera judicial.

 
    Cães de todos os portes, sejam SRD- Sem Raça Definida, ou popular vira-latas, ou ainda cães de linhagem nobre, recebem o mesmo tratamento. E isto, Carolina Sacca faz ao longo de anos, quando seus filhos hoje adultos e profissionais da área de saúde ainda engatinhavam.
    E nunca se viu em qualquer mídia, seja jornal, sites, ou programas sociais de televisão onde já concedeu centenas de entrevistas ao longo dos anos, falar sobre sua relação com a acuidade animal.
     Portanto, se faz necessário aqui, repudiar toda conduta mal intencionada relacionada a sua atividade pessoal com os animais, com sua relação na política. Até porque seus valores morais, sua conduta ética e seu futuro na política não depende de mudança de lado político, ou troca de favores em nome promessas para a causa animal. Carolina Sacca não depende e nunca dependeu de política para seu trabalho social com os animais.

 
      Portanto, caro eleitor, faça uma reflexão:  Pesquise se o candidato cumpre o que promete, pois mesmo sendo da causa animal, honestidade é fundamental e manter uma conduta ética é fundamental para merecer credibilidade.  Pense nas necessidades dos animais de sua cidade e comunidade, e avalie o que foi feito nos últimos quatro anos. Onde está o Centro de Zoonoses, o atendimento vetetinário digno?  O tal do discurso alinhado não pode se resumir a “tickets”  que dão direito a castração apenas para o “eleitorado” ou indicados pelos mesmos.  Qual lhe parece conhecer melhor estes problemas? O anônimo da causa animal ou o candidato que promete construir um centro de acuidade animal e no fundo impera o desdém com as reais demandas do município. 


   Lembre-se que candidatos que fazem promessas mirabolantes ou são muito visionários ou estão agindo de má fé! As propostas de quatro anos atrás, ainda não saíram do papel. Precisam ser mais coerentes e factíveis até porque recursos existem de sobra, até para plantar tijolos no chão de toda a cidade e em estrada para valorizar propriedade de bacana na zona rural. Ibiporã com quase 60 mil habitantes, já passou da hora de eleger um representante público tenha um plano coerente e relacionado aos problemas enfrentados pelos animais e que saiba o que vai fazer ao longo do seu mandato.  

   Candidatos que prometem muito, não executam nada. Até porque existe uma grande diferença entre prometer e planejar. Por isso, na eleição do ano que vem, lembre-se disso. Os planos de governo devem ser disponibilizados nas redes sociais do candidato. Políticos tendem a fazer acordos nas tomadas de decisões, e muitas vezes, quem perde são os animais.  Quando não, o pobre do eleitor que que vai no embalo da conhecida, balela!
     Saiba diferenciar: um bom protetor ou um bom profissional da área animal não será necessariamente um bom político da causa animal. É preciso estar atento a esta percepção: ele deve ter vocação para administrar, para conversar com diversos setores da sociedade, para planejar, fiscalizar e propor mudanças e políticas públicas sustentáveis e efetivas.  Se em quatro anos a gente não viu isso, está na hora de mudar! O candidato que troca favores por vantagens pessoais é certamente alguém que usará o dinheiro público de forma imprópria, longe da causa que lhe serviu de palanque.
    E a Dra. Carolina, deixa apenas um pequeno e modesto recado sem nenhuma intensão de retribuir o que vem recebendo de maus intencionados. “Se você eleitor, quer mudar a realidade dos animais em sua cidade, seu estado ou seu país, VOTE COM CONSCIÊNCIA! Os animais não têm voz, nós somos a voz deles. Somente através de seu voto consciente conseguiremos mudar a realidade e melhor a vida deles”, concluiu.

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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